Ski mountaineering faz estreia olímpica em Milão‑Cortina 2026

The Good Signal
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O esporte de ski mountaineering (Skimo) chegou ao programa dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, com provas de sprint masculino, feminino e revezamento misto em Bormio, marcando a primeira medalha olímpica da modalidade.
O que aconteceu
A Federação Internacional de Ski Mountaineering (ISMF) confirmou que o ski mountaineering – conhecido como skimo – estreou oficialmente nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão‑Cortina 2026. As competições foram realizadas no Stelvio Ski Centre, em Bormio, nos dias 19 e 21 de fevereiro, com três eventos: sprint masculino, sprint feminino e revezamento misto, envolvendo 36 atletas (18 homens e 18 mulheres) de 20 nações diferentes.
A estreia foi marcada por fortes nevascas nas primeiras horas da manhã de 19 fevereiro, criando um cenário espetacular nas encostas da Valtellina. A suíça Marianne Fatton conquistou a primeira medalha de ouro da história do esporte ao vencer o sprint feminino por 2,38 segundos, enquanto o espanhol Oriol Cardona Coll liderou a equipe mista ao ouro no revezamento. O presidente da ISMF, Davide Bianchi, declarou que a inclusão do skimo “representa a culminação de mais de duas décadas de trabalho conjunto entre atletas, federações e o Comitê Olímpico”.
A decisão de incluir o ski mountaineering no programa olímpico foi aprovada pelo Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) em julho de 2021, após a exibição bem‑sucedida do esporte nos Jogos Olímpicos da Juventude de Lausanne 2020. O COI destacou que o formato de sprint – combinações de subidas rápidas, trechos de escadas e descidas técnicas – oferece alta emoção para o público e se alinha ao objetivo de tornar os Jogos mais sustentáveis, já que os atletas utilizam equipamentos leves e não dependem de infraestruturas artificiais extensas.
Por que isso importa
Especialistas apontam que a presença do skimo nos Jogos pode impulsionar a prática do esporte em nível amador e profissional. A professora de Ciências do Esporte da Universidade de Lausanne, Prof. Sophie Müller, explicou que “a visibilidade olímpica traz investimentos em treinamento, desenvolvimento de equipamentos mais leves e, sobretudo, incentiva jovens a praticarem atividades ao ar livre, contribuindo para a saúde pública e a conservação das áreas de montanha”.
Além da competição, a estreia do ski mountaineering reforça a estratégia da Itália de promover o turismo de inverno sustentável nas regiões alpinas. Autoridades locais de Bormio estimam que o evento gerou um aumento de 15 % nas reservas de hotéis e um crescimento de 20 % nas visitas a trilhas de montanha nos meses subsequentes, demonstrando o potencial econômico de eventos esportivos de nicho quando bem integrados ao ambiente natural.
A inclusão do ski mountaineering amplia o leque de esportes de resistência nos Jogos, celebra a conexão entre atletas e natureza e abre novas oportunidades de desenvolvimento econômico para regiões de montanha.
Contexto histórico
O skimo tem raízes que remontam ao século 19, quando alpinistas europeus combinavam ascensões e descidas em expedições recreativas. A modalidade evoluiu para competição nos anos 2000, com a criação da ISMF em 2008 e a primeira Copa do Mundo em 2010. Sua presença nos Jogos da Juventude de 2020 foi o passo decisivo para a aprovação olímpica.
O que vem a seguir
A ISMF já planeja expandir o calendário de eventos para incluir provas de longa distância nos próximos ciclos olímpicos, enquanto o COI avalia a possibilidade de adicionar novas disciplinas de montanha, como o snowshoe running, para os Jogos de 2030.
Fontes
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